No cenário atual de volume alto de dívidas empresariais inadimplentes, Non-Performing Loans (NPLs), Distressed Assets e Special Situations, a recuperação de crédito deve ser baseada no uso intensivo de tecnologias e IA, combinada com estratégia e medidas jurídicas para efetuar a cobrança no menor prazo e com maior resultado.
Segundo estudo da Serasa Experian, o Brasil encerrou 2025 com 8,9 milhões de empresas inadimplentes e R$ 213 bilhões em dívidas negativadas. Ou seja, há mais ativos estressados, mais capital disputando oportunidades e menor espaço para estratégias tradicionais de recuperação.
Neste contexto, destacamos abaixo estratégias para a recuperação de crédito por empresas, FIDCs e demais investidores:
1. Empresas, FIDCs e Investidores Devem Considerar o Uso de Tecnologia/IA para Rastrear e Cruzar Informações de Devedores e seu Patrimônio: o primeiro ponto é o desenvolvimento de inteligência de dados e documentação sobre devedores e seus ativos baseada em tecnologia e IA.
Casos recentes de recuperações bem sucedidas demonstram que a utilização de tecnologia e IA para cruzamento de dados, monitoramento e análise aprofundada de conexões econômicas de devedores, partes relacionadas, seus negócios e ativos, resultaram em maior probabilidade de êxito e efetividade.
Ferramentas de AI permitem processar e cruzar informações e dados públicos disponíveis, aumentando a probabilidade de identificação de grupos econômicos de fato, reorganizações patrimoniais, sucessões empresariais, holdings familiares, transferências patrimoniais atípicas e potenciais veículos utilizados para proteção de ativos.
2. Empresas, FIDCs e Investidores Devem Combinar Tecnologia/IA + Estratégia e Medidas jurídicas para Tormar as Cobranças Mais Efetivas: Combinar o uso de inteligência tecnológica com medidas jurídicas eficientes têm maior potencial de resultar em recuperações de crédito em menor prazo.
Com base em informações e documentação eventualmente identificadas, medidas cautelares, rastreamento patrimonial, produção de provas, desconsiderações de personalidade jurídica, investigações de fraude a credores, responsabilização por grupos econômicos, busca de sucessão empresarial, entre outros, passam a ser embasados adequadamente com o objetivo de viabilizá-los.
Com o custo elevado do dinheiro no Brasil atualmente, empresas, FIDCs e outros investidores devem realizar suas cobranças de crédito aliando tecnologia e IA com estratégias e medidas jurídicas modernas para torná-las mais efetivas e no menor prazo.